Anvisa proíbe chá falsificado e suplementos por risco à saúde

Agência determinou apreensão de lote falso e proibiu suplementos por insegurança no consumo

Cassiane Chagas
24/10/2025 00h22 - Atualizado há 1 mês
Anvisa proíbe chá falsificado e suplementos por risco à saúde
Anvisa proíbe lote falsificado de chá e suplementos da Zeoclin após constatar riscos e falta de comprovação de segurança / Foto: Freepik.

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta urgente nesta quinta-feira (23) ao determinar a apreensão e proibição de um lote falsificado do produto Chá Pronto Para Consumo Multi Extrato, além de suspender a comercialização de suplementos considerados inseguros para o consumo humano.

 

A decisão foi publicada após a constatação de que o lote 2306, identificado com o número de registro ES000233-0.000043 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), não foi fabricado pela verdadeira produtora, a A&CL Indústria e Comércio de Produtos Naturais.

 

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Lote falsificado e proibição imediata

 

Segundo a Anvisa, o lote falsificado vinha sendo comercializado irregularmente no mercado.A medida foi motivada após uma denúncia informar que o produto era falsificado. Além disso, a A&CL Indústria e Comércio de Produtos Naturais confirmou que não produziu o lote citado, e o registro ES000233-0.000043, impresso no rótulo dos produtos, já foi cancelado pelo Mapa”, informou a agência em nota oficial.

 

A determinação atinge exclusivamente o lote 2306 e proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, consumo e divulgação do chá falsificado. Assim, qualquer empresa ou comerciante que mantenha o produto em estoque deve suspender imediatamente as vendas e promover o recolhimento.

 

A Anvisa reforçou que produtos falsificados não passam pelos controles sanitários obrigatórios, o que pode representar riscos graves à saúde.

 

 

Suplementos da Zeoclin também foram proibidos

 

Além do chá, a Anvisa determinou o recolhimento e suspensão de todos os lotes dos suplementos alimentares Zeólita Clinoptilolita Standard e Zeólita Clinoptilolita Premium, fabricados e comercializados pela empresa Zeoclin Ltda.

 

De acordo com o órgão regulador, a medida tem caráter preventivo e foi tomada devido ao uso de ingredientes sem comprovação de segurança ou eficácia.

 

A determinação da Anvisa teve como causa a inclusão, nos suplementos em questão, de um ingrediente que não teve a segurança de uso e eficácia comprovada pela Agência. Além disso, a propaganda dos produtos associa o seu uso a propriedades terapêuticas, como a captura de poluentes e toxinas, prática não permitida a produtos classificados como alimentos”, explicou a Anvisa.

 

A ação também proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e consumo dos dois suplementos.

 

 

O que diz a Anvisa

 

Em sua nota oficial, a Anvisa reforçou que apenas produtos devidamente registrados e fabricados sob controle sanitário podem ser consumidos com segurança. A agência também alertou consumidores para que verifiquem sempre o número de registro no rótulo e desconfiem de itens vendidos sem procedência clara ou por canais não oficiais.

 

A Anvisa orienta que quem tiver adquirido o lote 2306 do Chá Multi Extrato ou qualquer um dos suplementos da Zeoclin Ltda suspenda o uso imediatamente e comunique às autoridades sanitárias locais sobre o produto.

 

 

Riscos e orientação ao consumidor

 

Produtos falsificados ou irregulares podem conter substâncias desconhecidas, sem garantia de pureza ou dosagem segura, o que aumenta o risco de reações adversas e intoxicações.

 

A agência também lembra que alegações terapêuticas — como prometer “limpeza do organismo”, “remoção de toxinas” ou “captura de poluentes”são proibidas para produtos alimentícios e suplementos, pois não há comprovação científica que sustente esses efeitos.

 

Os consumidores devem ficar atentos a produtos que prometem curas milagrosas, emagrecimento rápido ou desintoxicação imediata, pois essas práticas costumam indicar irregularidades.

 

A Anvisa destaca que segue monitorando o caso e que novas medidas poderão ser adotadas caso sejam identificadas outras irregularidades envolvendo esses produtos ou empresas.

 

Com informações: Agência Brasil.


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